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Ensaio Sobre a Insegurança

Só sabe quem vive, o amor se constrói das formas mais inimagináveis, e não é só esse sentimentalismo todo que ronda o relacionamento, mas também das pequenas coisas que o forma, e bom namoro é assim, a gente só entende o real valor quando fica com medo de perder. Não é aquele perder de “vai me tomar”, mas  aquela sensação de perder um “bocadinho”, de tirar os pouquinhos que a gente sente falta, é a atenção que era pra ser nossa, é a palavra que podia ser usada com a gente, é o gesto que a gente fecha os olhos e finge que não viu. Nossa cabeça é maldosa. E muitos podem dizer muitas coisas sobre o amor, mas nesse quesito problematização ele não é nem um pouco cego. Já é martelo batido essa discussão do “ a gente muda por quem a gente gosta”, mas também tem desses pequenos vícios que a gente não pode esquecer que volta e meia acontece, e embora a gente releve e abstraia uma olhada boba do nosso “amor” quando passa um “tipo daqueles”, de certa forma também isso ati...
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Impulsivo

Não se culpe caso a expectativa surja com uma simples demonstração de afeto. Não se culpe de só em conversar duas horinhas com ele antes de dormir, já pense em dormir com ele fazendo cafuné. Não se culpe em se cativar demais por ele. Não se culpe de imaginar que ele é a pessoa certa para o seu momento. Principalmente, não se culpe pelo o jeitinho compreensivo, simpático, carinhoso e romântico dele, são apenas os “ abre alas ” desse Carnaval chamado namoro, o famoso cartão de visita: - Venha! Entre, segure meu coração e não deixe cair.  Uma pequena parte da sua mente alerta sobre isso: - Hei moço! Calma, ele é amorzinho, mas se passaram apenas 3 semanas de intensas conversas, conheça os vários defeitos dele. Mas para quê conhecer os defeitos onde não há defeitos? Ele é perfeito! Ele é Bolsominion , mas não importa, a gente lida com isso e então duraremos muito tempo juntos, e fomos cegos por curtos 2 meses e 29 dias. A mente volta a martelar: - Eu avisei! C...

Mamma Mia!

Como de costume, pros primeiros encontros separamos uma roupa bem boa, quase sempre é a nossa coringa, é a que não falha, é a guerreira, é a armadura. Ir ao primeiro encontro é escolher bem  a maquiagem, é bater a gilete na porta do box, é suar um pouquinho e se tremer sozinho, é escolher a melhor peça intima , uma que combine com o chão do quarto alheio, e não com o seu corpo. Sem metáforas bobas, essa daí já e conhecida, a gente se veste pro outro gostar mesmo, e se despe por isso também. Pois bem, aquele protocolo todo da educação é uma receita de passo à passo,  vestir, ok! Comportar-se, ok! Beber pouco, ok! São regrinhas pessoais que a maioria segue, não que tenha o mesmo efeito da maquiagem facial, é mais para a lei da primeira impressão, é só um truquezinho, ainda hoje há quem se assuste com um pouco de sinceridade. Melhor manter a postura. Ai! Melhor manter a postura! Fica difícil quando a gente tá se beijando e não dá mais pra ir ao banheiro e secar com um ...

Seja o nosso convidado!

Os anos 90 podem ter sido ( e para muitos é considerado) os anos de ouro para as animações da Disney, a fábrica de sonhos não poupava esforços para transformar toda boa história em um sucesso que agradava não só as crianças, mas também as gerações que as acompanharia.  A fórmula mágica vem se repetindo atualmente, mas dessa vez a fantasia se torna realidade com a fidelidade cada vez mais perfeita nos live-actions anualmente produzidos. A sacada da vez, que por sinal foi brilhantemente produzida é uma das referências mais bem feitas do estúdio criador do Mickey Mouse, a Bela e a Fera veio para mostrar que a cada ano que passa a Disney se aperfeiçoa mais para trazer aquilo que nós todos queremos(e precisamos): um pouco de nostalgia. Para bom conhecedor, o filme inteiro se baseia da forma mais fiel possível à versão animada, desde o começo quando se ouvem as primeiras notas inconfundíveis do piano que abre a cena inicial. Não é confuso para quem vai assistir a primeira vez...

No ninho das Cobras

Das partes épicas do clássico juvenil Meninas Malvadas (2004) com certeza uma das mais memoráveis é a entrada da protagonista que serve de modelo/ referência para ser mais do que uma “garotinha egoísta, traiçoeira e descarada”. Na verdade, ela é muito, muito mais do que isso. Gente com o “nome na praça” tem alguma coisa de especial, divide opiniões, convoca times, uns falam super bem, outros em toda oportunidade possível “descem o cacete”. Não é difícil ver alguém no grupinho que chame mais atenção, ou pelo menos algum grupo que seja o mais mal falado do convívio social, é o preço que se paga por aparecer, por estar no centro, por...entrar no ninho. Você pode chamar a vida social como quiser, amigos, galera, os colegas, os conhecidos. Mas quando se entra no ninho das cobras o buraco é mais embaixo. Pode notar, é toda uma galera de nariz em pé. Que finge uma falsa modéstia, uma amizade de aparência, um beijinho do lado e do outro, uma singela preocupação de saber, “ Co...

Fenômeno Musical

Dadas as infinitas formas de entretimento não é difícil notar que  a mídia volta e meia reformula um hit de sucesso para agradar o público. Essa é a grande sacada pra entender o sucesso repentino que está fazendo o filme musical da temporada, La-la-Land . Cantando estações podia ser mais um Musical que passa despercebido público, indo na mesma linha de filmes com o mesmo teor, mas dessa vez não, La-la-Land trouxe algo à mais, e não é só toda a fotografia belíssima que ambienta todos o cenários a cada flash, e nem tampouco a explosão de cores que são física e psicologicamente atrativas ao nosso cérebro, na verdade todos os elementos combinam-se pra trazer pelo menos alguma sensação graciosa dentro da gente. Voltando a parte do “ pra entender o sucesso repentino”. O filme em si é bom, vejam bem, é bom, mas não é EXCELENTE. Do ponto de vista pessoal pode até ser, não se discorda, mas o que mais encanta são as excelentes referências que ele carrega. O Universo pintad...