Dadas as infinitas formas de entretimento não é
difícil notar que a mídia volta e meia
reformula um hit de sucesso para agradar o público. Essa é a grande sacada pra
entender o sucesso repentino que está fazendo o filme musical da temporada, La-la-Land.
Cantando estações podia ser mais um Musical que
passa despercebido público, indo na mesma linha de filmes com o mesmo teor, mas
dessa vez não, La-la-Land trouxe algo
à mais, e não é só toda a fotografia belíssima que ambienta todos o cenários a
cada flash, e nem tampouco a explosão de cores que são física e psicologicamente
atrativas ao nosso cérebro, na verdade todos os elementos combinam-se pra
trazer pelo menos alguma sensação graciosa dentro da gente.
Voltando a parte do “ pra entender o sucesso repentino”.
O filme em si é bom, vejam bem, é bom, mas não é EXCELENTE. Do ponto de vista
pessoal pode até ser, não se discorda, mas o que mais encanta são as excelentes
referências que ele carrega. O Universo pintado em Technocolor traz de volta o
mundo mágico do cinema musical das décadas de 50 e 60, toda coreografia é um
movimento despojado, mas ainda sim com uma métrica impecável, já se pode notar
só pelo começo do filme, o segmento Another
day of Sun é o clássico dentro da atualidade, e finda com a “chamada”
inicial, um letreiro tipicamente nostálgico em letras garrafais “ LA LA LAND,
CANTANDO ESTAÇÕES”. Desperta dentro dos novatos o desejo de ver/ouvir mais, e
instiga a velha guarda quando a intenção é matar a saudade de um bom Musical.
Com toda intenção de surrealidade o contexto se
baseia em viajar dentro da nossa própria imaginação já ensaiada, traz a
referência ao clássico cinema antigo e juntamente com isso contrasta com a boa
e velha história entre arte e amor em toda a sua extensão. Com imagem e fotografia perfeitas é um encanto
para os olhos a cada nova mudança de estação, e Emma e Ryan estão incríveis em
seus papéis, lembrando a todo momento as boas lembranças dos pés mágicos de
Ginger Rhodes e Fred Astaire. Proposital? Pode até ser que sim, mas uma
coisa é certa. Queria Sucesso? Pois conseguiu, não diferentemente dos filmes do
passado, seguiram a mesma linha do que as pessoas costumam ir ao cinema pra
ver: Um mundo de sonhos, uma válvula de escape.
Cantando estações, é a jogada perfeita. Cada
período um amor, um humor diferente. Com qual deles você vai sair cantando da
sala de cinema? Fica ai convite.
Escrito por: Isaac Morais
Escrito por: Isaac Morais

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