Das partes épicas do clássico juvenil Meninas
Malvadas (2004) com certeza uma das mais memoráveis é a entrada da
protagonista que serve de modelo/ referência para ser mais do que uma “garotinha egoísta, traiçoeira e descarada”. Na verdade, ela é muito, muito mais do que isso.
Gente com o “nome na praça” tem alguma coisa de
especial, divide opiniões, convoca times, uns falam super bem, outros em toda
oportunidade possível “descem o cacete”. Não é difícil ver alguém no grupinho
que chame mais atenção, ou pelo menos algum grupo que seja o mais mal falado do
convívio social, é o preço que se paga por aparecer, por estar no centro,
por...entrar no ninho.
Você pode chamar a vida social como quiser,
amigos, galera, os colegas, os conhecidos. Mas quando se entra no ninho das cobras
o buraco é mais embaixo.
Pode notar, é toda uma galera de nariz em pé. Que
finge uma falsa modéstia, uma amizade de aparência, um beijinho do lado e do
outro, uma singela preocupação de saber, “ Como que você está”. Desse povo que volta
e meia vem pedir um favorzinho, e que fazem jus ao ditado “ Na boca de quem não
presta, quem é bom não vale nada”.
São dessas regrinhas de conhecimento que se
fazem necessárias para ter acesso ( e sobreviver ) à alguns grupos. Todo mundo
conhece uma Regina George. Um garoto legal com todo mundo, uma moça gentil e
educada, alguém sempre simpático, com um sorriso meio falso.
O mundo animal é a metáfora perfeita para o
cenário de Meninas Malvadas, em algum
momento todos são meio que animalizados, mostrando os seres adestrados que
se tratam bem no convívio social, no fundo tem uma vontade alucinante de usar
da “lei do mais forte”. . Na vida real os fortes
sempre vencem, no mundo da Regina George também.Quem tem mais posse, quem tem mais status, quem tem mais dinheiro, quem tem mais papo, quem é mais bonito No mundo das cobras é uma
comendo a outra, no mundo animal um dia é da caça e outro do caçador. Cuidado,
quem é rainha nunca perde a majestade, assim como nos versos do Coldplay que
canta em Viva La vida, é bonito de se
ouvir, mas não é nada poético: Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!
Quem te ovaciona hoje, amanhã quer sua cabeça
numa bandeja!
Escrito por: Isaac Morais

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