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Ensaio Sobre a Insegurança



Só sabe quem vive, o amor se constrói das formas mais inimagináveis, e não é só esse sentimentalismo todo que ronda o relacionamento, mas também das pequenas coisas que o forma, e bom namoro é assim, a gente só entende o real valor quando fica com medo de perder.

Não é aquele perder de “vai me tomar”, mas  aquela sensação de perder um “bocadinho”, de tirar os pouquinhos que a gente sente falta, é a atenção que era pra ser nossa, é a palavra que podia ser usada com a gente, é o gesto que a gente fecha os olhos e finge que não viu.

Nossa cabeça é maldosa.

E muitos podem dizer muitas coisas sobre o amor, mas nesse quesito problematização ele não é nem um pouco cego.

Já é martelo batido essa discussão do “ a gente muda por quem a gente gosta”, mas também tem desses pequenos vícios que a gente não pode esquecer que volta e meia acontece, e embora a gente releve e abstraia uma olhada boba do nosso “amor” quando passa um “tipo daqueles”, de certa forma também isso atinge nosso íntimo, é uma espécie de ciúme anônimo.

E não é só isso, a gente tá o tempo todo se comparando, é com o melhor amigo, é com os conhecidos bonitos, é com ex-namorado, é um teste para a paciência, e por vezes é um martírio desnecessário, nem tem nada, é só insegurança.

Acho que não tem ninguém que não sinta medo de que lhe tomem aquilo que lhe faz bem, desafio qualquer pessoa a comandar o termômetro do ciúme, a parar com a ideia (não tão boba) da sua auto imperfeição. Isso é coisa boba, mas é bobo que a gente quer , é dele que a gente gosta, é ele que nos faz enlouquecer , é um gesto, é uma palavra, é o jeito de olhar,  é uma atitude.


Não só nos ruins, mas nos bons também ,a gente gosta do bobo, ele que nos faz enlouquecer, é um gesto, é uma palavra, é o jeito de olhar, é uma atitude.

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